Anunciada pela imprensa curitibana como "a primeira mulher fakir brasileira", Wilmara compartilhava com a faquireza gaúcha Sandra o mesmo empresário, Alcides de Souza Aguiar, que sabia bem que aquele título não era verdadeiro, mas fazia efeito. Mais conhecido por suas atividades nos esportes, principalmente como técnico de futebol, Alcides também trabalhou com o faquir Silki.
A única prova de jejum de Wilmara de que se tem notícia aconteceu na capital paranaense em março de 1951 e teve duração de quinze dias. Encerrada numa urna de cristal, deitada sobre uma prancha com mil pregos e acompanhada por duas cobras, Wilmara se exibiu na Avenida João Pessoa, 10. Sua urna foi fechada com três cadeados, cujas chaves ficaram sob os cuidados da polícia, da redação do jornal local "A Tarde" e de Francisco Romeu Segato (delegado do Sindicato dos Atores Teatrais em Curitiba). Parte da renda foi revertida em benefício da Associação da Criança do Paraná.
Fonte: Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, RJ
A prova foi encerrada em grande estilo: na derradeira noite, uma turma de bombeiros transportou sua urna até o Pavilhão Carlos Gomes, onde foi apresentado um espetáculo circense em sua homenagem e ela foi liberta.
Uma das fotografias de divulgação publicadas na ocasião sugere que sua atuação no campo do faquirismo ia além do jejum, pois Wilmara aparece manipulando um estilete, ferramenta habitual entre os faquires que trabalham com a arte da automutilação.
Não foi possível descobrir nada sobre a verdadeira identidade de Wilmara.
Wilmara
"A Tarde", Curitiba, PR, 17 de março de 1951
Fonte: Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, RJ


Nenhum comentário:
Postar um comentário